Primeiro foi Geyse Arruda, que quase se danou na vida porque escolheu um vestido curto pra ir pra faculdade. Depois, as simples pulseirinhas coloridas que crianças e adolescentes adoram usar, se tornam malignas pulseiras do sexo. E agora, quem insiste em usar as pulseiras se torna um ser.. digamos.. pervertido? O mesmo que Geyse se tornou ao escolher seu vestido. E ações como assédio e estupro se tornam um direito pra quem viu o vestido, ou pra quem conseguiu arrebentar a pulseira. Completamente lógico não? Não. As convicções das pessoas estão cada vez mais atravessadas. Não é de se espantar.. O errado está tomando o lugar do certo! É mais fácil culpar uma menina de 13 anos que usa a pulseira porque acha bonitinha que um marmanjo de 20 que arrebentou a droga da pulseira e violentou a menina. Olha, me dá vontade pedir pra parar o ônibus que eu quero descer. Porque sempre o espero é aquele que dá um jeito de colocar malícia em tudo? Não estou nem dizendo que Geyse é uma santa, mas no caso das crianças que usam a pulseira, por exemplo. Não podem mais usar pra brincar, porque correm perigo. Porque? Porque um idiota inventou significados para a pulseira. Escolas proibindo seu uso. Mães desesperada fiscalizando se os filhos ainda usam. Eu não faço idéia da atitude que tomaria se fosse mãe, então não vou julgar ninguém. Mas tenho medo do que vai se tornar a sociedade. Agora são pulseiras, e depois? Poderão meus filhos brincar de carrinhos, ou já terão inventado um significado obscuro para os brinquedos também? É só o que falta.
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